Redação
Um major da Polícia Militar de Mato Grosso, residente em Barra do Garças, foi citado em um boletim de ocorrência que apura um suposto esquema de furto e comercialização irregular de gado no Vale do Araguaia. Durante a operação, policiais recuperaram 21 cabeças de gado que haviam sido retiradas de uma propriedade rural em Nova Nazaré.
A ocorrência teve início após a denúncia do furto de animais na Fazenda Nossa Senhora Aparecida. Com informações levantadas pelo setor de inteligência, equipes da Polícia Militar localizaram, na área urbana de Água Boa, um caminhão suspeito de transportar parte do rebanho.
Durante a abordagem, o motorista apresentou uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) falsa e, segundo o registro policial, admitiu que realizava o transporte irregular. Ele também declarou que o serviço havia sido contratado por um major da Polícia Militar de Barra do Garças.
Conforme reportagem publicada nesta quinta-feira (8) pelo site Notícia dos Municípios, com informações da Agência da Notícia, o nome do oficial também apareceu no relato de um corretor de gado ouvido durante as diligências. Segundo o boletim, o corretor afirmou que o major teria entregado os animais na Fazenda Sonho Meu, em Ribeirão Cascalheira, apresentando-se como proprietário do rebanho.
As equipes policiais também realizaram diligências em um matadouro da região, onde outras pessoas foram abordadas no decorrer da operação.
Um dos elementos registrados na ocorrência é um comprovante de transferência bancária, via Pix, no valor de R$ 50 mil. De acordo com o boletim, o pagamento teria sido realizado pela filha do comprador dos animais diretamente para uma conta bancária pertencente ao oficial da PM.
Ao todo, 21 cabeças de gado foram recuperadas. Os animais foram identificados por meio das marcas de identificação do rebanho e devolvidos ao proprietário.
Os envolvidos detidos durante a operação foram encaminhados para os procedimentos policiais. A ocorrência menciona suspeitas de furto qualificado, associação criminosa, uso de documento falso e receptação.
A reportagem consultada não informa se o major foi detido, indiciado ou se houve abertura de procedimento administrativo pela Polícia Militar. Também não apresenta manifestação do oficial sobre as acusações.
A citação do militar no boletim de ocorrência não representa comprovação de participação nos crimes, cuja eventual responsabilidade deverá ser apurada pelas autoridades competentes.
Cadastre-se agora mesmo em nosso guia comercial, conheça agora mesmo nossos planos !